Ary FilgueiraOs policiais civis do Distrito Federal vão retornar ao trabalho de mãos vazias. A categoria resolveu voltar ao trabalho amanhã, depois de receber a notícia de que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva não encaminhará a medida provisória que trata do aumento de 33% reivindicado pelos trabalhadores, conforme havia sugerido o sindicato ao ministro do Planejamento, Paulo Bernardo. A greve terminará com 14 dias de duração. O ministro havia acendido uma luz no fim do túnel na quarta-feira. Ele admitiu analisar a alternativa proposta pelo Sindicato dos Policiais Civis (Sinpol-DF) de encaminhar por meio de MP, o reajuste parcelado. A primeira parcela seria paga no início de janeiro do ano que vem. Bernardo, então, resolveu transferir a decisão a Lula. Mas o presidente afastou a possibilidade de recuar da decisão de não conceder reajustes salariais este ano. Assim, as negociações da categoria deverão ser com o futuro governo. A decisão do governo federal de não negociar mais com os grevistas este ano foi comunicada pelo presidente do Sinpol, Wellington Souza, aos policiais que estiveram reunidos em assembleia ontem à tarde em frente ao Ministério do Planejamento. Wellington classificou a decisão do governo como uma afronta à autonomia do DF. “O dinheiro existe e deve ser investido na segurança. O governador concordou em dar nosso aumento, mas o Executivo decidiu nos atrapalhar”, desabafou Wellington. Apesar da negativa do governo federais, os policiais não se desarmaram. A categoria promete uma nova paralisação para depois das eleições de outubro. A assembleia que marcaria o início da nova fase de protestos está marcada para o dia 7 de outubro. “Duvido que eles suportem mais um mês de greve”, desafiou Wellington. A reunião foi encerrada com aplausos e fogos de artifícios.
Fonte Correio Braziliense 02.07.2010
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